Na Rocinha, memórias pendem ao vento como roupas ao sol: o Varal de Emoções transforma a pandemia em diário coletivo. Entre fotos, vídeos e relatos, vozes da favela narram angústias e afetos, escassez e invenção, isolamento e comunidade. Criado por jovens moradoras, o projeto tece pertencimento e rompe o olhar de fora, afirmando potências invisibilizadas. Testemunhar é existir — e, entre lajes e telas, a vida resiste em forma de memória compartilhada.
Coordenação de projeto Jennifer Monteiro e Maria Alice Balbino
Tipo documental Textual e Iconográfico
(fotografias e vídeos)
Data de produção dos documentos 2020
Método original
de produção e registro
Instagram
Território Rocinha (Rio de Janeiro)
Acervo Memorial Digital da Pandemia de Covid-19

Vídeo

Histórias sobre a vivência na Rocinha durante a pandemia flutuam sobre o varal. Role a página para ler os relatos em sincronia com o vídeo.

Imagens Memorial Digital da Pandemia de Covid-19
Edição Bijari
Data de produção 2026

"Até você colocar na sua cabeça que você está ali trabalhando é muito complicado, sabe? Mas trabalhar de pijama é a melhor coisa!"

Gabriele, 21 anos, moradora da Rua 2

"Lutamos contra o covid e tivemos que lutar pela nossa permanência aqui, foi um abalo total na nossa vida (...) um impacto muito desgastante e não aceito por nós"

“Se eu tenho o que comer, a roupa que eu visto, eu agradeço esse local. A Rocinha é uma mãe e daqui tiro meu sustento”

Gildo, 50 anos, microempresário e coordenador do Mercado Popular da Rocinha

"Se a primeira prevenção é você conseguir lavar suas mãos, e aí numa comunidade você não tem acesso à água, fica um pouco complicado, né?"

Jéssica, 22 anos, moradora do Umuarama

"Foi duro. Eu já tinha investido tudo que eu tinha. Fui pedir ajuda! Eu também tinha preocupação com a minha funcionária, ela também precisava do dinheiro e eu não pude pagá-la"

“A Rocinha tem garra, tem força e vai dar a volta por cima”

Ingrid, 41 anos, comerciante local da loja Sophia Shoes

"É muito difícil a gente pagar tanta coisa cara com um salário e ainda sobrar pra comprar o remédio"

Cícera, 75 anos, moradora da Rua 4

"O covid te faz esperar e não saber uma resposta, o que é o pior, (...) você não ter nem noção porque não pode sair de casa, não pode fazer nada"

Nathalia, 22 anos, moradora da Rua 1